Quais são os países mais fáceis de conseguir cidadania?

Conseguir uma segunda ou dupla cidadania é muito vantajoso e pode trazer diversas oportunidades positivas para a vida daqueles que conseguem a documentação. Apesar disso, alguns países contam com uma burocracia muito grande nesse processo, podendo até mesmo desanimar aqueles que realizam a solicitação.

Pensando nisso, preparamos um post com uma lista dos países mais fáceis de conseguir cidadania. Se quiser descobrir quais são e as vantagens de conseguir esse documento, continue a leitura e aproveite!

1. Espanha

A Espanha é uma das opções da União Europeia muito vantajosa e facilitada para brasileiros. Afinal, além da cidadania local, o passaporte espanhol dá acesso à maioria dos países da Europa.

imagem de uma bandeira da Espanha em um fundo azul

Geralmente, o processo para conseguir a cidadania nesse país acontece por residência duradoura (tempo de permanência) ou por ancestralidade. De modo geral, o processo de naturalização no país leva em torno de 10 anos, mas existem algumas variáveis que podem afetar esse tempo.

Por exemplo, o tempo é reduzido para 2 anos para os brasileiros e residentes de outros países da Ibero-América (países com território português ou espanhol). Além disso, pessoas das Filipinas, Portugal, Guiné Equatorial ou judeus sefarditas com conexão com a Espanha também são incluídas nessa regra.

Em adição ao requisito da residência, as pessoas que buscam a cidadania desse país devem passar no DELE (Diplomas de Español como Lengua Extranjera) e ter um certificado de nível A2. Essa prova se trata de um teste de proficiência da língua espanhola. O último teste necessário é o CCSS, um exame de conhecimento cultural e histórico da Espanha.

2. Portugal

Portugal é um país que facilita muito a entrada de brasileiros, existindo diversas oportunidades para conseguir a cidadania. Por exemplo, netos de portugueses que falam o idioma e não possuem antecedentes criminais podem conseguir a licença sem muitas complicações, necessitando apenas provar o parentesco.

imagem de uma bandeira de Portugal em um fundo azul

Além disso, filhos de imigrantes que nasceram em Portugal podem fazer a solicitação desde que um dos pais resida legalmente no país por pelo menos um ano. Existem ainda muitas outras formas de conseguir a cidadania portuguesa, veja quais são:

  • Estar em um relacionamento (casado ou união estável) por mais de três anos com um português e mostrar que possui ligações com a comunidade do país;
  • Ser judeu sefardita e possuir um certificado emitido pela Comunidade Judaica de Lisboa ou do Porto. Além disso, devem comprovar sua origem por descendência direta ou por sobrenome;
  • Filhos de estrangeiros nascidos em Portugal têm o direito desde o nascimento, desde que pelo menos um dos pais more legalmente no país;
  • Adultos com mais de cinco anos de residência no país;
  • Investidores que realizam transferência de capital de pelo menos 1 milhão de euros, adquirem imóveis de no mínimo 500.000 euros, ou abrem negócios que geram pelo menos 10 empregos em Portugal.

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3. Itália

Todos os brasileiros que conseguirem comprovar descendência italiana por documentos oficiais e ligações sanguíneas, podem solicitar a cidadania da Itália. A grande vantagem desse país é que não existe um limite de gerações para realizar a solicitação.

imagem de uma bandeira da Itália em um fundo azul

Apesar de grande parte desses pedidos serem por meio da descendência, pessoas casadas com cidadãos italianos podem conseguir a cidadania. Mas para isso, o casamento precisa ter, no mínimo, 2 anos e o casal deve residir na Itália. Caso morem no Brasil, o mínimo passa para 3 anos e a união estável não é considerada nesses casos.

Se o casal tiver filhos (biológicos ou adotados), o tempo de casamento pode reduzir pela metade. Mas para a solicitação ser aceita, o cônjuge brasileiro precisa apresentar um exame de proficiência da língua italiana. O nível exigido é o B1, o mais básico de todos, apenas para comprovar que consegue, minimamente, se comunicar no idioma.

4. França

A cidadania europeia é desejada por muitos, e não é à toa. Afinal, é possível morar, trabalhar, investir e estudar em qualquer país da União Europeia com a burocracia reduzida. E a França é um dos países mais tranquilos para conseguir a documentação em toda a Europa, existindo várias possibilidades para realizar a solicitação.

imagem da bandeira da França em um fundo azul

Pessoas maiores de 18 anos que tenham, pelo menos, 5 anos de residência no país podem solicitar a cidadania francesa. Além disso, é exigido que a principal fonte de renda dessa pessoa seja vinda da França durante todo esse tempo. Em adição a isso, esse período pode ser reduzido para 2 anos em alguns casos. Veja quais são:

  1. Caso a pessoa tenha completado dois anos de estudo no país (com diploma);
  2. Tenha prestado serviços à França graças às suas habilidades ou talentos;
  3. Tenha completado uma ótima integração com atividades realizadas no campo cívico, cultural, econômico, esportivo ou científico.

5. Japão

O passaporte japonês é um dos mais poderosos de todo o mundo, afinal, garante passe livre para os EUA, Canadá, China e Austrália. Conforme a lei do país, a pessoa precisa realizar a solicitação antes de completar 20 anos, senão, pode perder o direito à documentação.

imagem de uma bandeira do Japão em um fundo azul

O Japão é um país que não permite a dupla cidadania, ou seja, para se tornar japonês, é necessário “deixar de ser” brasileiro. Apesar disso, isso não acontece na prática, pois o governo brasileiro não concede a perda de nacionalidade para os naturalizados japoneses.

A solicitação para os bebês pode ser feita até três meses após o nascimento. Nesses casos, o documento é concedido até dois meses após a solicitação. Feito isso, a criança já constará no registro civil japonês. Para os que passam desse prazo, é possível conseguir a cidadania morando no país por cinco anos consecutivos, ou estando casado com um cidadão do país por três anos.

Além disso, é preciso apresentar domínio na leitura e escrita em japonês, apresentar boa conduta, comprovar que possui renda, renunciar à nacionalidade anterior e comprovar que está no Japão durante, no mínimo, 80% do ano.

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Benefícios de ter uma segunda cidadania

A dupla cidadania é algo desejado por muitos, e isso tem motivo! Ela traz oportunidades profissionais, acadêmicas, vivências culturais, econômicas e muito mais. Confira mais benefícios de obter essa documentação:

  • Descontos e gratuidade nos estudos (a depender da instituição);
  • Facilidade em viajar para outros países sem precisar tirar visto;
  • Acesso a serviços sociais do país;
  • Costuma-se ter a possibilidade de passar a nacionalidade para dependentes;
  • E muito mais!

Esperamos que você tenha gostado do texto e que ele tenha instigado você a conseguir sua cidadania no exterior. Caso precise de traduções de documentos durante o processo, conte com a Easy TS, uma das maiores empresas de tradução do Brasil! Aproveite e confira nosso conteúdo sobre os tipos de tradução existentes. Até a próxima!

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Bruno Pereira

Bruno Pereira

Formado na área de TI com cursos direcionados a atendimento ao cliente, gerenciamento de processos e otimização de recursos, possui mais de 5 anos de experiência no mercado de traduções ajudando pessoas e empresas a falarem o mesmo idioma. É o atual CEO da Easy Translation Services.

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